terça-feira, 29 de abril de 2014

Ditadura Militar (1964 - 1985)


Em 1º de abril de 1964 os militares tomaram o poder e, por meio de um ato institucional, iniciaram uma perseguição a todos que fossem considerados uma ameaça ao regime. Começou a ditadura militar brasileira que se estendeu até 1985.
Castelo Branco, primeiro presidente militar, governou até 1967. Aboliu todos os partidos políticos através do Ato Institucional Nº 2. Foram criados a Aliança Renovadora Nacional (Arena) e o Movimento Democrático Brasileiro (MDB), que se tornaram os únicos partidos brasileiros até 1979.
De 1976 a 1985 tivemos mais quatro presidentes militares e uma junta provisória que teve vigência em 1969. A ditadura militar durou 20 anos e foi marcada pelo crescimento econômico, por grandes empréstimos internacionais, pela subida da inflação, pela insatisfação popular, pelas atividades da guerrilha de esquerda e pela repressão à liberdade de expressão.
Apesar da repressão, esta foi uma época de imensa riqueza cultural, na qual uma geração de compositores e professores universitários floresceu. Mas muitos destes foram exilados, entre eles o sociólogo Fernando Henrique Cardoso e o músico Gilberto Gil.
Em resposta, tivemos protestos que uniram vários setores da sociedade contra o governo de Costa e Silva. A classe média ficou ao lado do movimento estudantil e de participantes da Igreja Católica, que antes apoiavam os militares. Em junho de 1968, nas ruas do Rio de Janeiro, aconteceu a Passeata dos Cem Mil, um marco da união contra a ditadura.
A censura se intensificou no fim deste ano, com a promulgação do Ato Institucional Nº 5, o AI-5, que estabelecia que todo e qualquer veículo de comunicação deveria ter a sua pauta previamente aprovada e sujeita à inspeção por agentes autorizados.
De 1969 a 1974 Emílio Médici governou o que chamamos de “Milagre Brasileiro”. Um período em que a economia brasileira evolui, ano após ano, tendo no início dos anos 70 um crescimento de mais de 10%. Foi uma época de grandes projetos como a Ponte Rio-Niterói e a Rodovia Transamazônica.
Porém, foi nesse mesmo período que a miséria e as desigualdades sociais aumentaram, houve uma invasão de terras indígenas e uma degradação do meio ambiente. Tivemos um dos governos mais repressivos de todos os tempos. As denúncias de torturas correram o mundo e provocaram um grave embaraço para o governo, que preferiu atribuí-las a uma campanha da esquerda comunista contra o Brasil.
Ernesto Geisel foi quem assumiu o governo brasileiro de 1974 a 1979. Começou com ele a tentativa do processo de redemocratização. Extinguiu o AI-5 e preparou a administração seguinte de João Figueiredo para realizar a anistia política e a volta dos exilados. Ao final dos anos 1970 tivemos o declínio econômico. Uma série de greves na indústria automobilística sinalizou a intenção de uma nova época no Brasil. O Partido dos Trabalhadores (PT) surgiu como primeiro partido de massa focado nos operários de classes mais baixas.
Em Janeiro de 1980, o primeiro manifesto do PT declarou a necessidade de construir uma sociedade igualitária, na qual não existiriam explorados nem exploradores.
O último presidente militar foi João Figueiredo, que governou de 1979 a 1985. Promoveu a lenta transição do poder político para os civis, jurando fazer deste país uma democracia. Aos presos políticos e aos exilados foram concedidas anistias e seis novos partidos políticos foram criados. O marco final da ditadura foi dado pelas Diretas Já, uma grande manifestação popular que reivindicava eleições presidenciais imediatas.
Terminou assim a primeira fase da transição democrática brasileira, com a saída dos militares da Presidência após 21 anos. Em 1985 os militares entregaram o poder pacificamente ao civil Tancredo Neves, eleito pelo Congresso Nacional.
Tancredo Neves foi festejado, e milhões de brasileiros saíram às ruas para comemorar o fim do regime militar. Mas, antes de tomar posse, o presidente morreu de insuficiência cardíaca. Foi o e seu vice, José Sarney, que assumiu a Presidência até 1990.

FONTE: http://soulbrasileiro.com.br/

Nenhum comentário: